quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

O OVO DA SERPENTE - A VIOLÊNCIA QUE TODOS VÊEM E POUCOS PERCEBEM - POR LEONEL BRIZOLA 1992



O ovo da serpente

A violência que todos vêem e poucos percebem

Durante uma semana – de 5 a 11 de janeiro de 1992 – uma equipe de pesquisadores acompanhou toda a programação da Rede Globo. Foram examinados meticulosamente 77 programas, entre filmes, seriados, novelas, humorísticos, variedades, noticiários e infantis. Os pesquisadores permaneceram 114 horas e 33 minutos diante da televisão. Da totalização final, foram excluídos os programas jornalísticos para separar o que é noticiário da programação escolhida deliberadamente pela própria emissora.
O que estes pesquisadores encontraram foi uma verdadeira escola do crime e da violência. Naquela semana, a Globo exibiu 244 homicídios tentados ou consumados, 397 agressões, 190 ameaças, 11 seqüestros, 5 crimes sexuais com violência ou ameaça, 26 crimes sexuais de sedução, 60 casos de condução de veículos com perigo para terceiros ou sob efeito de drogas, 12 casos de tráfico ou uso de drogas, 50 de formação de quadrilhas, 14 roubos, 11 furtos, 5 estelionatos, e mais 137 outros, entre os quais: tortura (12), corrupção (4), crimes ambientais (3), apologia ao crime (2) e até mesmo suicídios (3).
E não se diga que isto é veiculado nos chamados programas para adultos. A programação infantil é repleta de imagens de violência, inclusive em desenhos animados, com 58 cenas diárias de violência. Projetando tal constatação, verifica-se que anualmente a Rede Globo propicia às crianças brasileiras a visão de 21.222 cenas de violência. Se considerarmos que a média diária geral da programação é de 166 cenas de violência, chegaremos à conclusão de que a programação infantil detém 34,9% da violência diária transmitida pela TV Globo.
Para os espectadores de novelas estão reservadas 150 cenas de crimes por semana (média diária de 21,4). Já os apreciadores de seriados têm à disposição 79 crimes semanais (média diária de 11,2). E quem acompanha a programação humorística e de variedades vai se deparar com 74 episódios violentos, principalmente agressões (média diária de 10,5).
Os documentos comprobatórios desta pesquisa encontram-se em poder do Dr. Nilo Batista, Secretário de Justiça do Estado, à disposição de quem desejar consultá-los. Estes números estarrecedores nos permitem questionar a autoridade moral da Globo, tevê e rádio, e do jornal O Globo e o papel destrutivo que vêm desempenhando. Já chamei a atenção de meus compatriotas para a instigante coincidência entre o crescimento das Organizações Globo e o crescimento da violência em nosso País. Esta pesquisa revela que não se trata de mera coincidência. Estudos criminológicos – os mais respeitados – advertem para as conseqüências da exposição de cenas de violência às crianças e às pessoas ainda imaturas. As Organizações Globo, quanto a este aspecto, representam uma autêntica e verdadeira escola do crime, reproduzindo e estimulando a cultura da violência, que encontra campo fértil numa sociedade fortemente marcada pela injustiça, pela pobreza e pelo atraso.
A Globo, que comete contra nossas crianças e jovens este crime – que países como os europeus de nenhuma forma admitiriam –, é a mesma que utiliza seus maiores e melhores espaços para destruir um programa educacional como o dos Cieps e dos Ciacs. Minha mensagem aos pais e avós é que defendam seus filhos e netos como puderem, enquanto combatemos – como o pequeno Davi diante de Golias – essa hidra gigantesca, diante da qual tantos se omitem ou, pior ainda, se intimidam e se curvam, submissos.
(Leonel Brizola, 19 de janeiro de 1992, no Jornal do Brasil)


sexta-feira, 16 de setembro de 2011

As imagens mais vistas do mundo

Série com as imagens mais vistas da história. Imagens espetaculares que marcaram os acontecimentos geradores de tensão e transformação históricas. Todas as imagens são equivalentes no poder de marcar o registro em sua época, por isso, não as cataloguei por valor.
Muitos fatos permanecem inesquecíveis na memória de que os viveu e muitos suscitam divagações de como teria sido estes momentos tão únicos e transformadores . Quem viveu entre os anos de 1970 a 1990, por exemplo, presenciou uma das épocas mais transformadoras registradas da história. Infelizmente nem tudo foi registrado e antes destas décadas o acesso às imagens tornam-se mais difíceis, portanto, de maior valor agregado.



(Sharbat Gula) “Garota afegã”
Steve McCurry,National Geographic 1984



"Assassinato de um Vitcong pelo chefe da
policia de Saigon" Eddie Adams 1968
                                     




                                                  "Hindenburg" Murray Becker, 1937
                                                      

                                                         "Times Square, 1945", "O beijo"
                                                                 Alfred Eisenstaedt, 1945
                                                  


                                                 "Migrant Mother" Dorothea, 1936
                                                      

                                                    "Le Violon d' Ingres" Man Ray, 1924


"Gandi e a roda girando"
Margaret Bourke-White,1946


"O protesto do Monge" - Malcolm Browne, 1963


Atentado ao Word trade Center


"Napalm Girl" -' Huynh Cong Út
junho / 1972


"Dalí Atomicus" Philippe Halsman, 1948


Iwo Jima - Joe Rosenthal - february / 1945


Estudante desafia tanques
Tiananmen Square / 1989 - Stuart Franklin


"Omaha Beach, Normandy, France"
Robert Capa, 1944


"Einstein com a língua de fora"
Arthur Sasse, 1955


"The Reichstag" Yevgeny Khaldei, 1945


Guerra Civil

A queda do Muro de Berlim


John Lenon e Yoko Ono


Massacre dos Judeus


Olimpíadas de Munique


A última foto da Princesa Diana


Marlin  Monroe


A Explosão da Challenger


A Viagem do Titanic


Beatles em Londres


"Gue Guevara" Alberto Korda
Março / 1960


A Morte de John Kennedy


"Criança sudanesa vigiada pelo urubu"
Kevin Carter-1994


Pablo Picasso